Hospital dos Queimados vai acolher 150 internos em 20 especialidades médicas
Por Redacção AMNT — 2 de novembro de 2026
O Ministério da Saúde prepara a expansão da formação especializada com a abertura de novas áreas de internato no Hospital dos Queimados Julius Nyerere, reforçando a capacidade nacional de treino de médicos especialistas.
GeralA unidade hospitalar de referência nacional vai integrar 150 médicos internos distribuídos por vinte especialidades diferentes, numa iniciativa que visa potenciar a qualificação profissional e a resposta dos serviços de saúde em todo o país. A decisão, orientada pela ministra Sílvia Lutucuta, será operacionalizada pelo Instituto de Especialização em Saúde (IES).
O Instituto de Especialização em Saúde, sob a liderança do neurocirurgião Djamel Kitumba, tem acompanhado de forma próxima a concretização desta iniciativa, garantindo o rigor dos processos formativos e a criação de novas oportunidades de especialização para os profissionais de saúde angolanos.
Atualmente decorrem, desde 20 de Outubro, os Exames de Saída da segunda época do Internato Médico, processo que se prolonga até 30 de Novembro de 2026. A avaliação envolve oito províncias do território nacional e integra 223 candidatos inscritos, subdivididos por 22 especialidades médicas, constituindo uma etapa essencial de verificação das competências científicas e técnicas dos profissionais que concluem a sua formação especializada.
Com vista à concretização do projeto, Djamel Kitumba reuniu com a Direcção Pedagógica do Hospital dos Queimados Julius Nyerere, sob a responsabilidade de Stefânia António, para avaliar e preparar as estruturas necessárias ao funcionamento do internato nas vinte áreas designadas.
O responsável pelo IES sublinhou durante o encontro a relevância da colaboração entre as instituições formadoras e os centros hospitalares. "Estamos empenhados em garantir que a formação especializada se realize com a máxima qualidade, rigor e acompanhamento contínuo. Por orientação da ministra da Saúde, temos reforçado a colaboração institucional para proporcionar melhores condições de aprendizagem e ampliar a capacidade do país na formação de especialistas", referiu Kitumba.
Esta medida representa um passo significativo na estratégia de reforço da capacidade formativa nacional, permitindo que mais profissionais de saúde adquiram especializações em áreas críticas e que as instituições hospitalares nacionais participem ativamente no ciclo de formação pós-graduada.
Fonte: Jornal de AngolaLer a notícia original
